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X solicita ao STF a liberação da rede social no Brasil

EVARISTO SA, ETIENNE LAURENT / AFP

Após cumprir determinações judiciais, X pede retorno à funcionalidade

Em uma tentativa de restaurar a normalidade de suas operações no Brasil, a rede social X recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, apresentando documentos que comprovam o cumprimento de exigências legais.

A plataforma X, sob a supervisão do Ministro Alexandre de Moraes, entregou novos documentos ao STF, enfatizando que atendeu a todas as ordens judiciais. O apelo da empresa surge após a suspensão de suas atividades no Brasil, ocorrida no final de agosto, devido a descumprimentos anteriores com o Judiciário.

Os advogados da X defendem que a plataforma:

  • nomeou um representante legal no Brasil;
  • bloqueou perfis de nove indivíduos que estão sob investigação do STF;
  • efetuou o pagamento de multas que juntos somam R$ 18 milhões, previamente decretadas contra a empresa e a Starlink.

Em declaração, afirmam que “o X adotou todas as providências indicadas por Vossa Excelência como necessárias ao reestabelecimento do funcionamento da plataforma no Brasil”.

O pedido está respaldado por advogados de três renomados escritórios, incluindo Fabiano Robalinho Cavalcanti e Caetano Berenguer, André Zonaro Giacchetta e Daniela Seadi Kessler, além de Sérgio Rosenthal.

No fim de agosto, Moraes decidiu bloquear a plataforma, decisão que foi confirmada em votação unânime pela Primeira Turma do STF. O cenário gera preocupações sobre a liberdade de expressão e os impactos de tal decisão na dinâmica das redes sociais no Brasil.

Recentemente, Moraes requisitou à X e a órgãos governamentais informações adicionais como:

  • a situação cadastral da empresa;
  • a validade da representante legal indicada;
  • o cumprimento das ordens judiciais que incluiu ações contra contas que disseminam informações ingênuas e antidemocráticas.

A Polícia Federal já iniciou investigações para identificar usuários que continuaram publicando na plataforma mesmo durante o bloqueio. O objetivo é determinar quem está burlando a decisão e divulgando mensagens de ódio e desinformação, especialmente no contexto eleitoral, utilizando, por exemplo, serviços de VPN para esconder suas identidades.

A situação da rede social X no Brasil levanta importantes questões sobre a regulação das plataformas digitais e a proteção da democracia em um espaço tão influente. À medida que o STF analisa os documentos e decisões, o desfecho dessa trama poderá redefinir a relação entre governança digital e liberdade de expressão no país.

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